quarta-feira, 9 de junho de 2010

Esperança

Hoje fui pela segunda vez ao cinema desde que cheguei à Irlanda. Pois é. Na primeira, meados do último fevereiro, assisti Avatar. Filme bacana, de fato impressionante nalguns aspectos. Deixei a sala mais empolgado, no entanto, com a retomada de um hábito que gostaria de cultivar – por mais que os números provem o contrário. Jurei que dali em diante voltaria semanalmente. Menti.

Voltei hoje. Se todas as mega-produções hollywoodianas dissessem pelo menos um pouco do que me disse este, pagaria agora o bilhete ilimitado válido por um ano inteiro. Não se trata, nalguma instância, de qualquer mega-produção. Não há efeitos especiais. As revistas especializadas não resenharam ou classificaram por estrelinhas (mas dois jornais irlandeses chamaram atenção para as sessões desta noite). Não havia pipoca nem bala Chita a granel. Não havia, na premiere, tapete vermelho para os atores e convidados. O lucro na bilheteria não bateria o recorde do primeiro filme que vi na Irlanda. Aliás, sequer havia lucro na bilheteria. Não havia glamour.

Mas havia o mais bonito: simplicidade. Vida real. Amigos. Interessados. Simpatizantes. Brasileiros, irlandeses, poloneses, húngaros, etc. E o que, afinal, havia no filme propriamente dito? Eu gastaria linhas escrevendo a respeito, mas ele fala por si só. Em comum com alguns blockbusters, o fato de ter feito sucesso primeiro na internet. Com vocês, Hope – The Real Story of Aline Barros (Esperança – A História Real de Aline Barros):




O filme retrata com fidelidade canina ao menos três pessoas que tenho a honra de conhecer e com quem já aprendi muito mais do que e escola de inglês me ensinou: a própria Aline, sua mãe, D. Sylvia, e o sujeito que está detrás das câmeras. Ernani Lemos, dizem os créditos no final do filme. Tenho cá para mim o hábito de chamá-lo apenas de Ernani. Parceiro. Irmão. Gênio. Doutor. Um rapaz que tem o coração e o talento maiores que o mundo. Que não precisa, portanto, de resenha, fama ou dinheiro para ser reconhecido como uma estrela.

Valeu, meu amigo.

6 comentários:

Blog da Pandinha disse...

Nossa Thiaguinho! Lindo texto! Um dia quero que vc escreva de mim, só preciso te dar o que dizer! Show!

Mr. Lemos disse...

Dos nomes que o senhor me chama, o mais apropriado é também o mais simples e mais cheio de significado: irmão. A minha estrela, se é que a tenho, está na felicidade de encontrar amigos como vc. Valeu por mais esse momento, malandro. Quando eu te peço pra ficar, é a saudade apressada dizendo que a vida terá menos graça por aqui se vc for....

Yves Carbinatti disse...

Thiago, muito interessante. Gostei muito..ela tem msn? orkut? gostaria de "cinhece-la" seria possivel?
abraços

Yves

Anônimo disse...

pandinha vc pode dar oque dizer e o que qiser.ele vai adorar.

Juliana Yonezawa disse...

Meus Deus!! Este foi o post mais "ao vivo" do blog heehehe

Texto lindo, sensível e mega bem escrito!

E viva a amizade!!

Mirelle Siqueira disse...

Porra, eu chamo ele de irmão ha anos e nunca recebi uma mensagem dessas de volta! (ciuminho!)

Mas ele é o maximo mesmo ne? Parabens a vc pelo texto e por entrar na roda dos bons, divulgando a historia da Aline.

beijos!